05 de Fevereiro de 1910 a 05 de Fevereiro 2010
Depois do seu irmão Manuel, agora é o TIO ZÈ DA AGRA a comemorar o seu centenàrio de vida. Uma enorme alegria para a sua famìlia, mas também para toda a comunidade de Belinho.
Este apelido têve inìcio quando o tio Zé construiu a sua casa na dita Agra do Santo por cujo nome é conhecida, aquele grande espaço, por onde em tempos se veneravam milheirais a perder de vista ! O povo nomeou o tio Zé com este apelido, por que foi a primeira casa a ser por ali construìda, isto no inìcio da década dos anos cinquenta do século passado claro ! Com que então hoje temos assim na atualidade dois MONARCAS da mesma dinastia dos « Caramalhos » ;
o Manuel « Caramalho » com quase 102 anos e seu irmão José com 100 !
Que dizer deste tão rico acontecimento de um homem que no decorrer do seu século tantas històrias e ditos ele conheceu e terà contado. Certamente muito havia a escrever, para contar o que este nosso guerreiro terà vivido e ensinado, com os seus humildes conselhos e do seu saber fazer. Um homem do campo, do mar e do monte, que tudo fazia e ordenava para seu prazer, mas também para que todos notassem que o bem feito bem paréce, como diz o velho ditado. Um homem do século passado, que muito terà pensado nas mudanças que o mundo tem tido desde a sua infância. Conhecedor de tantas realidades, seria e é um livro aberto, para quem quizesse dar do seu tempo para o escutar. Até nem seria difìcil porque, o « tio Zé da Agra » sempre foi uma pessoa aberta ao diàlogo e pronto a disponiblizar-se, para servir e ajudar o seu semelhante, não fora ele um devoto da fé, da esperança e da caridade. O nosso grande brigado por tudo grande Monarca, o vosso exemplo nunca mais serà esquecido.
( AO TIO ZÈ DA AGRA )
Vamos gente cantar à vida
Os mais suaves cânticos de amor
Para saudar a bela natureza
De quem tanto à vida deu !
O esplendor e a humildade
Em tudo o que por bem fazia
Sem nunca atropelar ninguém
Todo o seu respeito ofereceu.
Entre o monte, o mar e o céu
A sua vida era sempre adiante
Caminhar para ir mais além
Aprendendo, para a outros ensinar !
Contava tempo mas nunca velocidades
Mas as suas verdades tinham sentido
Dar sempre a melhor continuidade
Igual como dos seus tinha aprendido.
Os tempos passaram e ele acreditou
Nas bases fortes da fé e da esperança
De que a vida deve, por bem continuar
A ser vista com amor puro e confiança.
Saborear a vida enquanto passamos
Neste mundo brilhante de ilusões
Que por vezes nem conta nos damos
Que tão iludidos, por certas paixões !
Recordar a experiência dos antigos, ajuda-nos também a ser mais jovens!
ResponderEliminar