quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

EMIGRANTE

Nasci para ser emigrante
Foi o destino dirà alguém
Ainda na minha infância
Fui à escola mais além.

À escola da aldeia vizinha
Por falta de lugar na minha
Onde tinha jà companheiros.

Sair de casa mais cedinho
Por vezes com chuva e vento
Era-me mais longo o caminho
Guardava isto como um tormento !

Três anos num vai e vem
Mesmo assim fiz outros amigos
Não era o ùnico neste pormenor
Outros comigo ìam também.

Aprendi até melhor que mal
Quando a adolescência cheguei
Mais sozinho eu ficava
Por um infortùnio anormal.

Sim por meu pai falecer
Num desastre brutal
A caminho do nosso lar
Mal que ninguém pode prever.

Orfão de pai aos quinze anos
Com irmãos mais novos
Tudo isto nos causou danos
Mudaram-se muito os nossos modos.

Modos de vida e de iducação
Nossa mãe corajosa e boa
Nunca nos faltou com o pão
E nunca nos iducou à toa.

Havia piedade entre vizinhos
Devez enquando vinham ajudar
Sentia tudo por carinhos
Ouvindo os outros falar !

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