Nasci para ser emigrante
Foi o destino dirà alguém
Ainda na minha infância
Fui à escola mais além.
À escola da aldeia vizinha
Por falta de lugar na minha
Onde tinha jà companheiros.
Sair de casa mais cedinho
Por vezes com chuva e vento
Era-me mais longo o caminho
Guardava isto como um tormento !
Três anos num vai e vem
Mesmo assim fiz outros amigos
Não era o ùnico neste pormenor
Outros comigo ìam também.
Aprendi até melhor que mal
Quando a adolescência cheguei
Mais sozinho eu ficava
Por um infortùnio anormal.
Sim por meu pai falecer
Num desastre brutal
A caminho do nosso lar
Mal que ninguém pode prever.
Orfão de pai aos quinze anos
Com irmãos mais novos
Tudo isto nos causou danos
Mudaram-se muito os nossos modos.
Modos de vida e de iducação
Nossa mãe corajosa e boa
Nunca nos faltou com o pão
E nunca nos iducou à toa.
Havia piedade entre vizinhos
Devez enquando vinham ajudar
Sentia tudo por carinhos
Ouvindo os outros falar !
Sem comentários:
Enviar um comentário