sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

POESIA

O MEU POETA
Fui vizinho de um poeta
Iducado por bons pais
Que eu recordo perfeitamente.
Ainda eu era uma criança
Quando ele partiu para longe
Sem mais voltar à Lusa-gente.

Escreveu muitas verdades
Passatempos e recordações
Que são ainda ensinamentos.
Era ainda a sua calçada antiga
Que muitas vezes subiu e desceu
Na ùltima deixou sentimentos!

Partiria com muitos ais
Como são todas as despedidas
Deixando a sua famìlia marcada.
Vi envelhecer seus queridos pais
Deles ouvi bons conselhos
Os "merrelhos" que a gente amava.

Passaram jà dezenas de anos
Amo recordar estes tempos
Que a minha infância conheceu.
Também eu gosto de poesia
Sei inventar mas não sou poeta
O meu ìdolo foi cedo para o Céu.
a 26/02/2010

O TEMPO

O TEMPO
Não desperdicemos o tempo
Hoje mais que nunca nos faz falta
Com os modos de viver apressados
O povo a correr endiabrado
Uns obrigados outros por vaidade.

Acabou-se o bom sentimento
De fazer amigos com boa malta
Para distrações acertadas
Ou para ajudar alguém
Praticando a solidariedade!

Hoje poucos dão ao tempo
O que ao tempo pertence
Olhar pela saùde pròpria
Ou à saùde dos seus
Mesmo sem por mà fé!

Poucas vontades nos nossos dias
Não se faz algo por nada
Ninguém dà também não recebe
Mesmo a viver com dois carros
Quando antes andava-se a pé !

Modificaram-se os tempos
De boas obras pouco se diz
Os resultados jà se vão vendo
Pouca saùde muitos medicamentos
Alguns repetido vezes demais
Muitos também sem vida feliz.

Parece que o tempo se perdeu
Toda a gente tem falta de tempo
Seja com chuva ou sem vento
O tempo que mais falta faz
È o tempo para servir e amar.

Uma sociedade sem tempo
Sem tempo està o trabalhador
Chega depressa a hora de partir
E então là se vai a vida
A quem fica resta-lhes lamentar!
a 26/02/2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

EMIGRANTE

Nasci para ser emigrante
Foi o destino dirà alguém
Ainda na minha infância
Fui à escola mais além.

À escola da aldeia vizinha
Por falta de lugar na minha
Onde tinha jà companheiros.

Sair de casa mais cedinho
Por vezes com chuva e vento
Era-me mais longo o caminho
Guardava isto como um tormento !

Três anos num vai e vem
Mesmo assim fiz outros amigos
Não era o ùnico neste pormenor
Outros comigo ìam também.

Aprendi até melhor que mal
Quando a adolescência cheguei
Mais sozinho eu ficava
Por um infortùnio anormal.

Sim por meu pai falecer
Num desastre brutal
A caminho do nosso lar
Mal que ninguém pode prever.

Orfão de pai aos quinze anos
Com irmãos mais novos
Tudo isto nos causou danos
Mudaram-se muito os nossos modos.

Modos de vida e de iducação
Nossa mãe corajosa e boa
Nunca nos faltou com o pão
E nunca nos iducou à toa.

Havia piedade entre vizinhos
Devez enquando vinham ajudar
Sentia tudo por carinhos
Ouvindo os outros falar !

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A FORTALEZA DO PODER

AMAR A NATUREZA
A saudade é filha da natureza
A natureza filha do amor
Que nos vem do poder Divino.
Quem respeita esta certeza
Tem esperança no seu destino.

Também tem alma a saudade
Para poder entrar nos corações
E reconhecer o que é perfeito.
Basta ao homem controlar as paixões
Para o amor se sentir com respeito.

Entre os inimigos da natureza
Se encontra o egoismo e a vaidade
Que levam o homem a se enganar.
Depois sem amor à verdade
Arrisca-se a perder o seu lugar.

A vida é um mar de saudades
Mas também um jardim de regalias
Se o poder Divino assim o concede.
Devemos moderar as nossas hironias
Para que a alegria sò venha quando deve !

Se o homem procura ser natural
È mais difìcil ser enganado
Por quem procura a provocação.
A verdade passa por todo o lado
Para ir buscar sempre a razão.

Sò respeitando a natureza
Podemos amar o mundo e a terra
Com as belezas que ela nos dà.
Não haveria então mentiras nem guerra
Haveria também mais fé no amanhã.
feito a 18/01/05
A NATUREZA
Mudam os homens mudam os tempos
Até a natureza faz das suas
Por que o seu poder é tão forte
Do qual o homem sempre temeu.
Sim os homens têm medo dos tempos
Por que receiam ver chegar a morte.

Fala-se muito de coragem e de sorte
Pois a vida nunca foi para todos igual
Às vezes por culpa também
Se o homem impõe sua valia.
Na infìngida força que tem
Para fazer mal a quem não devia !

Injustiças causadas na humanidade
Tornam fùriosa a natureza
Ela que a liberdade detém
Esta que a Deux se deve.
Também o homem usa a liberdade
Que para fazer mal dela se serve !

Se o homem respeitar a natureza
Protége-se de alguns riscos fatais
Ajudando a natureza a viver
Os bens aconselhados dos pais.
Tentado a nem sempre obedecer
paga caro o mal que faz sofrer !

Nòs viemos também da natureza
Graças ao grande amor divino
Que passa de geração em geração
Através dos amores naturais
Este bem tem tempo de duração
Ela segue com outros pais !

È de deux a força da natureza
Poder supremo deste Mundo
Que o homem não deve contrariar
Apênas lhe guardar respeito.
Tantas vezes essa fortaleza
Belas coisas meteu ao fundo
Que os homens haviam feito.

Quem criou então a natureza
Com um poder assim tão forte
Que apesar das belezas que tem
Tantos lares tem desfeito?
Foi Deus que criou tal grandeza
Deixando-a em liberdade e à sorte
Libres deixou os homens também
Para à natureza terem direito.

A natureza é deveras imensa
Somos pequenos para compreender
Devez enquando até pensamos
Que andamos todos à sorte de Deus.
Mas ao duvidar desta força intensa
Nem sabemos o que melhor fazer
Então nem nos procupamos
Falando do tempo e pouco dos céus.

Força da vida vem do amor natural
È bela quando tudo vai bem
Temendo que nos chegue o pior
Quando se perde alguém dos seus.
Até duvidamos se a natureza não é o mal
Quando nos leva um filho, ou pai e mãe
Assim se separa a vida do amor
O amor natural que nos vem de Deus.
feito a 15/01/05

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A CONTINUIDADE

SER PEQUENINO
Ser pequenino é ser menino
Inocente e criança
A começar uma caminhada.
È ir ao encontro da esperança
Com uma vida acarinhada.

Ser criança e ser menino
È o comêço da herança
Oferecida por alguém
Que quiz dar à sua vida
O mais belo destino!

Levar a sua vida mais além
Para à vida dar vida
Seguindo quem o amou!
Formar-se com humildade
Ser um pai ser uma mãe
Com o amor que alguém lhes deixou.

Mesmo no bom caminho
Nunca querendo ser superior;
Mostrando que ser pequenio
È reconhecer o valor
De quem sabe amar com carinho.

Até terminar o seu destino
Serà um mensageiro e guia
Começando por dar aos seus
O testemunho que receberam.
Continuar a ser pequenino
Para sentir depois a alegria
Quando todos chegarem aos Céus.

Tudo isto porque souberam
Seguir com Cristo e Maria
Pelos caminhos do Calvàrio
Até ao alto do Monte da Guia!

Dos pequeninos a història nem fala
Mas sò quando a humanidade não acredita
Que é o amor que nos domina
Quando o amor é verdadeiro!

Não é fàcil hoje aceitar
Ser humilde e ser mensageiro
Para reconhecer a graça divina
Quando esta é pedida a Deus.

Nos nossos dias ser pequenino
Para muitos é uma baixeza total
Dizendo-se é povo sem tino
Fazendo disto uma praga do mal !
È o mundo do poder
Esfomeado de capital
Sem piedade, a fazer outros sofrer.
a 20/02/2010

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O TIO ZÈ DA AGRA

05 de Fevereiro de 1910 a 05 de Fevereiro 2010

Depois do seu irmão Manuel, agora é o TIO ZÈ DA AGRA a comemorar o seu centenàrio de vida. Uma enorme alegria para a sua famìlia, mas também para toda a comunidade de Belinho.
Este apelido têve inìcio quando o tio Zé construiu a sua casa na dita Agra do Santo por cujo nome é conhecida, aquele grande espaço, por onde em tempos se veneravam milheirais a perder de vista ! O povo nomeou o tio Zé com este apelido, por que foi a primeira casa a ser por ali construìda, isto no inìcio da década dos anos cinquenta do século passado claro ! Com que então hoje temos assim na atualidade dois MONARCAS da mesma dinastia dos « Caramalhos » ;
o Manuel « Caramalho » com quase 102 anos e seu irmão José com 100 !
Que dizer deste tão rico acontecimento de um homem que no decorrer do seu século tantas històrias e ditos ele conheceu e terà contado. Certamente muito havia a escrever, para contar o que este nosso guerreiro terà vivido e ensinado, com os seus humildes conselhos e do seu saber fazer. Um homem do campo, do mar e do monte, que tudo fazia e ordenava para seu prazer, mas também para que todos notassem que o bem feito bem paréce, como diz o velho ditado. Um homem do século passado, que muito terà pensado nas mudanças que o mundo tem tido desde a sua infância. Conhecedor de tantas realidades, seria e é um livro aberto, para quem quizesse dar do seu tempo para o escutar. Até nem seria difìcil porque, o « tio Zé da Agra » sempre foi uma pessoa aberta ao diàlogo e pronto a disponiblizar-se, para servir e ajudar o seu semelhante, não fora ele um devoto da fé, da esperança e da caridade. O nosso grande brigado por tudo grande Monarca, o vosso exemplo nunca mais serà esquecido.
( AO TIO ZÈ DA AGRA )

Vamos gente cantar à vida
Os mais suaves cânticos de amor
Para saudar a bela natureza
De quem tanto à vida deu !

O esplendor e a humildade
Em tudo o que por bem fazia
Sem nunca atropelar ninguém
Todo o seu respeito ofereceu.

Entre o monte, o mar e o céu
A sua vida era sempre adiante
Caminhar para ir mais além
Aprendendo, para a outros ensinar !

Contava tempo mas nunca velocidades
Mas as suas verdades tinham sentido
Dar sempre a melhor continuidade
Igual como dos seus tinha aprendido.

Os tempos passaram e ele acreditou
Nas bases fortes da fé e da esperança
De que a vida deve, por bem continuar
A ser vista com amor puro e confiança.

Saborear a vida enquanto passamos
Neste mundo brilhante de ilusões
Que por vezes nem conta nos damos
Que tão iludidos, por certas paixões !

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

CANTO DAS SAUDADES

Depois de dar a volta ao meu mundo
Aqui estou denovo entre vòs
Alegre e tão satisfeito
Por ter cumprido bem a peito
Os conselhos vindos dos nossos avòs.

O meu mundo até parece pequenino
Mas grande dentro demim
Esse mundo é o grande destino
Que a natureza para mim criou;

Talvez nem seja um mundo
Mais parece um grande jardim
Com tantos botões de rosa
Descendentes da minha mãe raìz
Que foi a rosa que me criou!

Por cada campo eu caminho
Imaginando uma imagem sagrada
Que me dà a mão sorrindo
A fazer-me um gesto de carinho.

Imaginava meu pai e minha mãe
Meus irmãos e outros parentes
Muitas outras pessoas de bem
Tanta amizade naquela boa gente!

Ficou satisfeito o meu coração
Senti eu tantas felicidades
Assim em modo de oração
Peço a Deux e à Virgem-Mãe
Para me guiar um pouco mais
Outra vez ao cantinho das saudades!
a 22/01/2010