MINHA TERRA
Ò minha aldeia tão bela
Fos-te a minha caravela
De onde parti para a vida
Trazendo comigo o teu amor.
A minha saudade é uma janela
Pois é dia a dia que por ela
Eu te avisto minha querida
Apreciando o teu real valor.
pronunciar o teu nome Belinho
Tu que fos-te então o meu bercinho
Onde aprendi tanta verdade
Para conhecer os caminhos do bem.
Jà é longo o meu caminho
Mas nunca me senti sòzinho
Por ti veio a minha felicidade
Oferecida por meu pai e minha mãe.
Tens dois grandes patamares
A quem chamo dois grandes altares
De onde se fala de fé e de història
Que o nosso pôvo tanto aprecia.
Daì vão longe os nossos olhares
Acompanhados de rezas e cantares
Que as gentes guardam na memòria
Desse Monte Castro e Monte da Guia.
Como a tua beleza vai crescendo
Os homens vão escrevendo
Para recordar aos nossos vindouros
Que tu mereces ser respeitada.
Os de longe que te vão conhecendo
Aos seus amigos vão dizendo
Belinho tem dois miradouros
Que dignificam a nossa Pàtria amada.
Ò minha aldeia tão bela
Ès a minha caravela
Atracada à beira-mar
Por ti parti para a vida.
Espera por mim mais uma vez
Pois a promessa que te fez
Foi de por ti regressar
Tu que és a minha casa preferida.
Tu és sem dùvida um cantinho tão belo
E eu que fui infante do teu castelo
Ao abrigo desse monte altaneiro
De onde se avista o mundo ao além.
Foi através da tua verdade
Que eu consegui tanta felicidade
Repartindo pelo mundo inteiro
Recordações tuas ò minha terra-mãe.
Tens dois gigantes patamares
De onde se apreciam os mares
Que levaram tantos filhos teus
Para outras distantes paragens.
Esses como eu também
Nunca te esquecem ò terra-mãe
Rezam sempre à nossa Mãe dos céus
E à Senhora da Guia que a`tem.
Enquanto esperas por mim
Continua a ser o lindo jardim
Onde crescem tão belas rosas
Com o mais valioso explendor.
Promêto-te falar da tua valia
Com aquelas gentes que dia a dia
Vivem esperançadas e saudosas
Aos que são filhos do teu amor.
feito a 04/05/01
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