sábado, 13 de junho de 2009

De Norte a Sul

Desde sempre vivi como pessoa sentimental . Pois cedo comecei a emigrar, primeiro para cumprir a minha vida de militar em Angola. Depois para o País de França onde me encontro presentemene. Tenho saudades da minha terra e procuro estar sempre ligado á minha aldeia que dá pelo nome de Belinho. Para atenuar as minhas saudades escrevo poesia para assim estar ligado ás gentes enquanto escrevo os poemas. Também quero procurar familiares na Argentina para onde emigraram meus tios Antonio Martins Pereira e José Martins Pereira. Se através desta mensaem algum parente me pode informar, eu serei um homem ainda mais feliz.

1 comentário:

  1. TODOS PARTIRAM !
    Lá se nos foi o último pilar
    Duma geração sempre respeitada
    Da qual sou descendente também.
    Foi para o Céu mais uma mãe
    Que foi sempre bem estimada
    Como a maior rainha do lar.

    E que grande lar foi o seu
    Pelo qual ela tudo deu
    Até muitas das suas dores.
    Mas também muito recebeu
    De seus filhos muitos amores;
    Nos males que lhe aconteceu
    Soube resistir com a sua dor!

    O pai de seus filhos cedo partiu
    Também dois de seus filhinhos
    Que ela sentiu com muito clamor.
    Minha madrinha tudo isso sentiu
    Começou então a menos sorrir
    Aceitando as vontades do Senhor.

    Foi uma fonte de amor puro
    Que deu e sempre lhes restava,
    Para amar outros parentes
    Era assim a sua maneira de ser !
    Chegou enfim o momento mais duro
    Lá se foi deixando quem amava
    Para ir para o Céu rever
    Os que tinham partido para sempre.


    Minha madrinha serva de Deus
    Pura árvore da vida
    Que o destino cortou.
    Depois de tantos frutos dar
    Foi encontrar nos Céus
    Alguns dos seus que tanto amou.

    Foi uma roseira sem espinhos
    Bela planta da natureza
    Que resistiu a todos os tempos.
    Ensinou sempre os bons caminhos
    Amando a vida com franqueza
    Uma dona de puros sentimentos.

    O meu grande obrigado madrinha
    Por tudo aquilo que nos fiz
    Que não esqueceremos jamais.
    Era a única porta que tinha
    Por onde entravam os meus ais
    Da minha antiga família querida.

    feito a 18/10/2009

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